A história da fundação de Natal confunde-se com a história da fortaleza dos Reis Magos, uma das mais belas, sugestivas e bem - edificadas de todo o litoral brasileiro.
Sua construção foi iniciada em 6 de janeiro de 1598 (dia dos Reis Magos), pela esquadra colonizadora de Manoel Mascarenhas (capitão-mor de Pernambuco), em cumprimento às cartas régias de Felipe II, na época em que os reinos da Espanha e Portugal estavam unificados.
Além de constituir um importante ponto de apoio para a então Capitania do Rio Grande, ocupada pelos franceses, que já haviam estabelecido um bom relacionamento com os índios potiguares para fins comerciais, a fortaleza acabou sendo o primeiro núcleo que deu origem a cidade de Natal, fundada no dia do Natal do ano seguinte, por Jerônimo de Albuquerque, a quem Manoel Marcarenhas havia entregue o comando daquela fortificação.
Em 1633 a fortaleza foi tomada pelos holandeses num sangrento combate, quando passou a se chamar Castelo Keulen, e a cidade de Natal foi rebatizada como Nova Amsterdã. Somente em 1654 ela retornaria ao domínio português.
Os holandeses ainda fundariam uma outra colônia com o mesmo nome, na América do Norte, mas seriam novamente expulsos em 1664, desta vez pelos ingleses, que passaram a chamá-la de Nova York.
Durante o século XVII ainda partiram do forte as expedições pioneiras para fundar os povoados que mais tarde deram origem aos estados do Ceará, Maranhão e Pará.
Da Segunda Gerra ao turismo
A influência das bases americanas, instaladas em Parnamirim durante a Segunda Guerra Mundial, transformou definitivamente Natal.
A população havia quase duplicado e a cidade teve seu nome conhecido por milhões de cidadãos pelo mundo. Contudo, apesar de irônico, quem primeiro descobriu as belezas de Natal foram os americanos. Na época os natalenses viam o banho de mar como pouco higiênico e as praias eram freqüentadas somente por pescadores e a população mais pobre.
Os militares americanos quebraram esse tabu e tornaram algumas famosas, como a Praia dos Artistas, que recebeu esse nome por causa das muitas personalidades que eram vistas no lugar. Nos anos pós-guerra, a cidade continuaria a se desenvolver e sua população cresceria para mais de 400.000 pessoas. No contexto nacional, todavia, sua influência foi minimizada por Recife, que se tornou o ponto de partida para a África, Europa e Estados Unidos. Ainda nos anos 50 e 60, o potencial turístico de Natal permanecia praticamente desconhecido. Foram somente alguns anos mais tarde que esse quadro iria mudar... definitivamente.
A construção da Via Costeira, acesso à praia de Ponta Negra, que até o início dos anos 80 era um lugar distante e isolado, foi um marco importante. São 10 km à beira-mar, com áreas edificáveis somente entre a rodovia e a praia.
Ela é protegida do avanço imobiliário pelo Parque da Dunas, a segunda maior floresta urbana do país, com fauna e flora típicas do início da colonização. Se adequadamente preservada, a Natal do terceiro milênio terá como símbolo a Via Costeira.
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